Deal Pill #3 · Março de 2026
Prosus lidera aporte na Mevo
- Data
- Março de 2026
- Setor
- Healthtech
- Tipo
- Série B+
- Valor
- R$ 95 mi
- Geografia
- Brasil
A Prosus liderou o aporte de R$ 95 milhões na Healthtech Mevo. A rodada é uma extensão da série B que já havia captado R$ 140 milhões. A Mevo comenta que não era necessária essa extensão de rodada, uma vez que já estava altamente capitalizada, mas nas palavras do Co-founder e CEO, Pedro Dias, “Qual empreendedor vai dizer não para um cheque de um investidor altamente qualificado, que quer aumentar sua participação na empresa?”. O cheque será destinado para contratação de aproximadamente 100 novos colaboradores, além de acelerar diversas verticais da companhia. A empresa não descarta a possibilidade de uma nova captação dentro dos próximos 18 meses, de aproximadamente US$ 40 milhões.
Com informações do Brazil Journal.
O deal em números
R$ 246 bi
TAM varejo farmacêutico.
R$ 27,5 bi
Market share de receitas digitais.
50 mi
Número de prescrições anuais.
R$ 340 mi
Total captado incluindo rodadas anteriores.
Sobre a Prosus
Holding global, focada em serviços de delivery, soluções de pagamentos, gestão, turismo e IA. A Holding é um dos maiores ecossistemas de tecnologia do mundo, incluindo marcas como iFood, Decolar, e muitas outras.
US$ 208 bi
Valor de mercado na bolsa.
Sobre a Mevo
Healthtech focada em prescrições online para medicamentos e exames, que já possui mais de 1600 pontos de venda em seu marketplace, além de 20 laboratórios e 100 mil médicos registrados na plataforma.
R$ 2 bi
Faturamento das operações conjuntas adquiridas no Brasil.
A Mevo não disputa o médico, disputa o fluxo do medicamento
- A Mevo possui entrada grátis em seus usuários. Hospitais e médicos adotam a plataforma sem custos, o que construiu a rede de mais de 1.100 hospitais e 100 mil médicos ativos, +15% dos médicos do Brasil.
- A Mevo tem o acesso a dados estruturados, com mais de 50 milhões de prescrições por ano.
- A companhia se diferencia pelo Mevo Shop, marketplace com mais de 1.600 pontos de vendas de redes de farmácias, além de laboratórios que pagam para terem exposição no momento de prescrição, recebendo um comissionamento por venda.
- Dessa forma, a receita da empresa cresce toda vez que um médico prescreve um medicamento, sem aumentar o CAC da companhia.
- Grátis na entrada, mas o pedágio está no fluxo de caixa do medicamento.
Análise da Merak sobre a transação: Prosus + Mevo
- A transação coloca a Prosus cada vez mais no formato de se tornar um Superapp de conveniência urbana, replicando modelos como a Meituan, englobando e facilitando todas as frentes do consumo online, conectando delivery, saúde, fintech e IA.
- Esse movimento possui altíssima sinergia com a Prosus, em específico com o iFood, que possui mais de 65 milhões de usuários e 20 mil farmácias parceiras, porém, apenas 2,2 milhões de usuários consomem produtos farmacêuticos mensalmente.
- Esse teto de conversão ocorre pelo fato de medicamentos de prescrição exigirem a receita, e o iFood não ser naturalmente integrado aos médicos, não sendo possível fechar esse ciclo inteiro.
- Com esse posicionamento, iFood deixa de ser um app de delivery alimentício e passa a buscar centralizar todas as transações financeiras do cotidiano brasileiro.
- Mevo + iFood + iFood Pago = fluxo de compra farmacêutica eficiente: Prescrição → Entrega → Pagamento/Financiamento.
O que não ficou óbvio para o mercado no aporte?
- A Mevo é uma base de intenção de compra, com: Diagnóstico, fármaco, especialidade do médico, cidade, hospital, plano de saúde, dentre muitos outros dados.
- Um próximo passo natural para o iFood são os benefícios de medicamentos.
- O iFood já opera benefícios flexíveis em escala relevante (+1 milhão de usuários; ~50 mil empresas), posicionando-se como challenger em um mercado de ~R$ 150 bilhões/ano, historicamente concentrado.
- A potencial aquisição da Alelo (~30% de market share) representaria um step-change de distribuição, ainda que o novo marco regulatório (PAT, MDR limitado) esteja redefinindo monetização e expectativas de valuation.
- Apesar da evolução dos benefícios flexíveis, o segmento de saúde permanece pouco integrado à jornada médica, com saldo desconectado da prescrição e da dispensação, limitando diferenciação estrutural entre players.
- A integração com a Mevo transforma o benefício em uma jornada end-to-end (prescrição → compra → entrega), criando um modelo de “healthcare embedded” com maior uso, percepção de valor e barreiras competitivas mais difíceis de replicar.






